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Anos 90 em 2026? Sim, e voltou com tudo.

  • Foto do escritor: Karina Wenda Landini
    Karina Wenda Landini
  • 5 de jan.
  • 3 min de leitura

O retorno nostálgico que está redesenhando o planejamento de mídia.



Se você passou alguns minutos nos feeds nos últimos meses, provavelmente teve a sensação de estar vivendo um déjà-vu. Um comercial que parece ter saído direto de 1996. Um visual com cara de VHS. Uma música que você jurava ter esquecido, mas que voltou a grudar na cabeça com força total.


Não é coincidência. Nem moda passageira.


O planejamento de mídia em 2026 está, declaradamente, olhando para trás para avançar. E os anos 90 voltaram não como estética vazia, mas como estratégia.


O chamado Nostalgia Marketing deixou de ser um recurso criativo pontual para se tornar uma ferramenta consistente de conexão emocional. Em um cenário de excesso de estímulos, feeds saturados e mensagens disputando atenção em milissegundos, marcas perceberam que memória afetiva é um atalho poderoso para relevância.


A lógica é simples: o consumidor pode até ignorar anúncios, mas dificilmente ignora aquilo que o faz sentir algo. Nostalgia gera conforto, familiaridade e pertencimento. E isso, hoje, vale mais que o alcance.


Os anos 90 ocupam um lugar muito específico nesse imaginário coletivo. Foi a década de transição entre o mundo analógico e o digital. O início da internet, a cultura pop massiva, os comerciais memoráveis, os jingles impossíveis de esquecer. Para os millennials, é infância e adolescência. Para a Gen Z, é estética, curiosidade e uma ideia de “tempo mais simples”, mesmo que idealizada.


Essa combinação cria um terreno fértil para campanhas que performam bem tanto em awareness quanto em engajamento e consideração.


Não à toa, o final de 2025 foi marcado por uma sequência de campanhas e movimentos culturais que exploraram esse território com inteligência.


A Gap, por exemplo, retomou sua força cultural com a campanha “Better in Denim”, trazendo dança, música e uma estética que remete diretamente aos comerciais icônicos da marca nos anos 90. A escolha de trilha, o casting e o ritmo visual acionaram memória afetiva sem parecer datado. O resultado foi buzz orgânico, alto compartilhamento e uma conversa genuína entre gerações.


A parceria entre o Green Day e a 7-Eleven também seguiu essa lógica. O lançamento de um sabor de Slurpee inspirado em um álbum de 1992 não foi apenas uma ação promocional, mas uma experiência cultural. Música, memória e produto se encontraram de forma orgânica, gerando conversas fora do ambiente publicitário clássico.


Paralelamente a isso, tendências orgânicas nas redes sociais reforçaram o movimento. Vídeos com estética retrô, câmeras com filtro VHS, telefones fixos, TVs pequenas e objetos dos anos 90 passaram a ocupar espaço relevante no TikTok e no Instagram. Não como nostalgia explícita, mas como linguagem visual contemporânea.


Esses sinais são fundamentais para o planejamento de mídia. Eles mostram que o resgate do passado funciona quando não é literal. Não se trata de copiar os anos 90, mas de reinterpretá-los à luz dos comportamentos atuais.


E os dados confirmam isso. Millennials apresentam taxas mais altas de engajamento com campanhas que acionam memória afetiva. A Gen Z, mesmo sem vivência direta da década, responde bem à estética e ao storytelling retrô, especialmente quando combinados com formatos nativos de redes sociais.


O aprendizado para 2026 é claro: nostalgia, quando bem aplicada, não é regressão. É sofisticação estratégica.


No planejamento de mídia, isso significa pensar menos em canais isolados e mais em narrativas integradas. Usar social como radar cultural. Criar campanhas que conversem com emoções reais, não apenas com métricas de vaidade. Integrar dados, criatividade e repertório cultural.


Planos que têm alma performam melhor do que planos que só têm planilha. E, curiosamente, olhar para os anos 90 tem se mostrado uma das formas mais eficazes de construir relevância agora.


Se você está repensando como conectar marcas e pessoas em um cenário cada vez mais fragmentado, talvez a resposta não esteja apenas no próximo formato, mas na história que vale a pena ser lembrada.


Quer continuar essa conversa? Na Landini Mídia, a gente acompanha de perto os movimentos culturais que impactam o planejamento de mídia e transforma tendência em estratégia. Chama a gente!





 
 
 

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